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Title: LORE - Kel’Thuzad
Author: rosie maciel
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                                        Kel’Thuzad            " Sou Kel'Thuzad,  sua curiosidade será a causa de sua morte ....
                                       Kel’Thuzad



           " Sou Kel'Thuzad,  sua curiosidade será a causa de sua morte ..- Kel'Thuzad "







Num período pouco antes da Segunda Guerra , Kel'Thuzad foi membro do Conselho de Six , o sumo conselho do Kirin Tor - os mestres de Dalaran .
 Dos líderes do Kirin Tor, ele foi o mais ansioso para ter acesso à Biblioteca do Guardião(o depositário do conhecimento acumulados por Medivh em sua torre de Karazhan). Após a morte de Medivh, Kel'Thuzad e os outros membros seniores do Kirin Tor questionaram o aprendiz  Khadgar , sobre o que acontecera; Kel'Thuzad parecia particularmente interessado em descobrir mais sobre a misteriosa Ordem de Tirisfal , que - como ele apontou para Antonidas , o líder do Kirin Tor. Era notável quando se falava de Medivh.




Uma porção de indivíduos poderosos, espalhados por todo o mundo, ouviu o Lich Rei convocando-os  mentalmente  de Nortúndria. O mais notável deles foi o arquimago Kel'Thuzad da nação mágico de Dalaran, e o primeiro a responder ao chamado de  Lich King. Kel'Thuzad tinha sido considerado um dissidente por anos devido à sua insistência em estudar as artes proibidas de necromancia. Conduzido para aprender tudo o que podia do mundo mágico e suas maravilhas sombrias, ele estava frustrado com o que viu como preceitos ultrapassados ​​e sem imaginação dos seus pares. Ao ouvir a convocação  de Nortúndria, o arquimago inclinou toda a sua considerável vontade de comunhão com a voz misteriosa. Convencidos de que o Kirin Tor era muito melindroso para aproveitar o poder e conhecimento inerente às artes das trevas, ele prometeu aprender o que podia do  poderoso Lich King.

Eventualmente, Antonidas percebeu que Kel'Thuzad tinha feito experiências com necromancia ao reanimar ratos mortos. Temendo pela segurança e reputação de Dalaran, Antonidas tinha propriedades de Kel'Thuzad usou, e todos os itens contaminados por magia negra foram confiscados e destruídos. Antonidas advertiu Kel'Thuzad que ele seria destituído de seu posto e participações, e exilado de ambos Dalaran e Lordaeron, se ele não abandona-se a sua "loucura". 

"– Esse tormento contínuo está ficando cansativo. Eu estava no meio de estudos importantes, magia delicada que requer semanas de preparo e rituais. – Kel’Thuzad foi forçado a esperar horas até que lhe estendessem a cortesia mínima de enfrentar seus acusadores, e estava enfurecido com o insulto. Já havia muito tempo que os porta-vozes do grupo, Drenden e Modera, eram seus críticos mais ferozes. Entretanto, eles não teriam iniciado essa última inquisição sem o apoio de Antonidas, que ainda não havia dado o ar de sua graça. O que o velho estaria tramando?
Drenden debochou:
– É a primeira vez que ouço seu tipo de magia ser chamado de “delicado”.
– Uma opinião ignorante de um homem ignorante – disse Kel’Thuzad com uma precisão fria.
E então uma voz distante falou com ele, uma voz de um amigo. A esta altura, os comentários dele haviam se tornado tão familiares que pareciam seus próprios pensamentos. "Eles têm medo e inveja de você. Afinal, graças a esse novo método de estudo, você continua a adquirir conhecimento e poder".

Houve um clarão repentino, e um carrancudo arquimago grisalho apareceu no salão. Ele trazia um pequeno baú de madeira debaixo do braço."
             
                                     
                                               Rumo a Ruína

Deixando para trás sua fortuna e posição política de prestígio, Kel'Thuzad abandonou os caminhos do Kirin Tor- Dalaran . Incitado pela voz persistente do Lich King, em sua mente,  vendeu suas vastas propriedades e armazenadas  fortunas. Viajando sozinho ao longo de muitas léguas de terra e mar.

Um bando de lobos seguiu Kel’Thuzad por léguas, a uma distância fora do alcance de feitiços, antes de ficarem para trás. Olhando por cima dos ombros, ele os viu rosnar e abaixar as orelhas antes de saírem correndo. Felizmente, os ventos árticos também estavam se dissipando. À distância, ele conseguia vislumbrar o cume, um pináculo gélido, cuja visão lhe deu uma sensação de triunfo: o próprio pico da Coroa de Gelo. Poucos exploradores haviam se aventurado pela geleira, e um número ainda menor havia sobrevivido para contar. Mas ele, Kel’Thuzad, escalaria sozinho até o topo e olharia com desprezo para o resto do mundo.

Infelizmente quase não existia mapas do continente gelado de Nortúndria, e ele os considerava lamentavelmente inadequados, como os suprimentos que ele havia embalado orgulhosamente para esta jornada. Sem ter certeza do caminho à frente nem do seu destino final, ele não podia se teleportar. Sem se poupar, ele cambaleava para diante. Ele já havia perdido a noção de há quanto tempo estava andando. Apesar de seu manto forrado de pelame, ele tremia incontrolavelmente. Suas pernas pareciam pilares de pedra: desajeitadas e dormentes. Seu corpo começava a falhar. Se não encontrasse logo um abrigo, ele acabaria morrendo.
Por fim, um lampejo atraiu seu olhar: um obelisco de pedra esculpido com símbolos mágicos, com uma cidadela atrás. Enfim! Ele passou depressa pelo obelisco e atravessou uma ponte do que parecia ser pura energia. Os portões da cidadela se abriram quando se aproximou, mas ele parou abruptamente.
A entrada estava protegida por duas criaturas grotescas que pareciam aranhas gigantes da cintura para baixo. Seis pernas finas serviam de apoio ao peso das criaturas; os dois outros membros estavam presos como braços a um tronco vagamente humanoide. Entretanto, ainda mais fascinantes do que as próprias criaturas era o estado delas. Os corpos exibiam uma coleção de feridas abertas, sendo que a pior delas havia sido enfaixada de forma tosca. Os braços de um dos guardas estavam dobrados em ângulos improváveis. Linfa escoava da boca com presas do outro, mas o guarda nem se preocupava em limpar.
Apesar do fedor familiar da morte-viva, os guardas não demonstravam sinal de confusão, ao contrário dos ratos de Kel’Thuzad. As criaturas araneiformes devem ter conservado a maior parte da coordenação e força original. Caso contrário, elas seriam guardas ruins. O criador delas era, sem dúvida, um necromante habilidoso.
Para sua surpresa, elas abriram caminho para ele passar. Sem querer questionar sua sorte, ele entrou com prazer na cidadela, onde a temperatura estava bem mais quente. No corredor à frente, havia uma estátua quebrada de uma das criaturas metade aranha. O prédio havia sido construído recentemente, mas a estátua era bastante antiga. Pensando bem, ele havia visto estátuas parecidas em ruínas antigas pelas quais passara em direção ao norte. O frio estava diminuindo sua inteligência.
Seu palpite era de que o necromante havia conquistado um reino desses seres araneiformes, convertido-os à morte-viva com êxito e tomado os tesouros deles como espólio de guerra. Ele exultou. Ele certamente aprenderia grandes coisas aqui.
No final do corredor, uma criatura gigantesca arrastou-se até seu campo de visão: uma combinação grotesca de besouro e aranha. Ela aproximou-se dele com passo deliberado, e Kel’Thuzad observou que seu corpo imenso exibia uma quantidade ainda maior de ferimentos e bandagens. Assim como os guardas, a criatura era morta-viva, mas seu mero tamanho fez com que ele ficasse mais assustado do que impressionado. Ele duvidava que tivesse habilidade suficiente para dominar tal monstro, muito menos fazê-lo ressuscitar dos mortos.
A criatura o saudou com uma voz grave que reverberava em seu corpo ponderoso. Embora ela falasse a língua comum de forma perfeitamente compreensível, o som o arrepiou, pois suas palavras traíam zumbidos e estalidos estranhos:
– O mestre o estava aguardando, arquimago. Eu sou Anub’arak.
A criatura tinha tanto inteligência quanto habilidade motora para utilizar a fala, impressionante!
– Sim. Eu desejo ser aprendiz dele.
A enorme criatura simplesmente olhou para baixo na direção dele. Talvez ela estivesse imaginando se deveria ou não fazer um saboroso lanche.
Ele pigarreou nervosamente:
– Posso vê-lo?
– Quando chegar a hora. – Anub’arak ribombou. – Até agora, você devotou sua vida à busca do conhecimento. Uma meta admirável. Mas mesmo assim, as suas experiências como mago não podem ter lhe preparado para servir o mestre.
O que poderia ter inspirado tal fala? Será que o senescal considerava Kel’Thuzad um rival? Esse era um conceito errôneo que deveria ser afastado o quanto antes.
– Como ex-integrante do Kirin Tor, eu tenho mais magia sob meu comando do que você poderia imaginar. Estou mais do que preparado para quaisquer tarefas que o mestre tenha para mim.
– Veremos.
Anub’arak o conduziu por vários túneis que os levaram para bem dentro da terra. Finalmente, Kel’Thuzad e seu guia emergiram em um vasto zigurate cujo o nome, de acordo com Anub’arak, era Naxxramas. Pela sua arquitetura, a construção era outro produto das criaturas metade aranhas. De fato, as primeiras câmaras que Anub’arak lhe mostrou estavam povoadas pelas coisas mortas-vivas, que rapidamente deixaram de ser novidade. Aranhas de verdade também agitavam-se aqui e acolá entre as mortas-vivas, ocupadas em tecer teias e pôr ovos.
Kel’Thuzad ocultou sua repugnância, negando ao enorme senescal tal satisfação. Ao indicar uma das coisas araneiformes mortas-vivas, ele disse:
– Vocês têm certa semelhança. Todos vocês derivam da mesma raça?
– Da raça nerubiana, sim. E então o mestre apareceu. Conforme a influência dele se espalhou, nós lutamos contra ele, acreditando tolamente que tínhamos alguma chance. Muitos de nós fomos mortos e trazidos à morte-viva. Em vida, eu fui um rei. Hoje, sou um senhor da cripta.
– Em troca da imortalidade, você concordou em servi-lo – Kel’Thuzad refletiu em voz alta. Extraordinário.
– “Concordar” implica escolha.
O que significava que o necromante podia compelir obediência dos mortos-vivos. Talvez Kel’Thuzad fosse o primeiro ser vivo a vir aqui de livre e espontânea vontade. Vagamente inquieto, ele mudou de assunto:
– Este lugar está repleto do seu povo. Presumo que você mande aqui.
– Depois da minha morte, eu liderei meus irmãos na conquista deste zigurate para o nosso novo mestre. Eu supervisionei o processo de alteração disso aqui para servir ao projeto dele. Contudo, Naxxramas não está sob minha autoridade. Nem o meu povo é o único ocupante daqui. Esta é apenas uma ala das quatro existentes.
– Nesse caso, guie-me, senhor da cripta. Mostre-me o resto.

Mas assustado com os horrores que ele viu em Naxxramas , é teletransportado para fora e tenta fugir. Infelizmente, ele foi cercado por fantasmas e foi levado  de volta para Naxxramas.




   Ner'zhul deixou humanidade de Kel'Thuzad intacta. O assistente de idade, mas ainda carismático foi acusado de usar seus poderes de ilusão e persuasão para acalmar as massas oprimidas, privadas de direitos de Lordaeron em sua confiança. Uma vez que ele teve a sua atenção, ele iria oferecer-lhes uma nova visão do que a sociedade poderia ser . E uma nova figura para chamarem-lhe  de seu rei.



                             Retorno a Lordaeron 


Kel'Thuzad voltou a Lordaeron disfarçado, e sobre a extensão de três anos, ele usou sua fortuna e intelecto para reunir uma irmandade clandestina de homens e mulheres da mesma opinião. A irmandade, que ele chamou o Culto dos condenados, prometeu seus acólitos da igualdade social e da vida eterna em Azeroth em troca de seu serviço e obediência a Ner'zhul. À medida que os meses passavam, Kel'Thuzad encontrou muitos voluntários ansiosos para seu novo culto entre os cansados, sobrecarregados trabalhadores de Lordaeron. Surpreendentemente, o seu objetivo  foi facilmente alcançado. Como o  Culto dos condenados cresceu em tamanho e influência, Kel'Thuzad fez questão de manter seu funcionamento em  segredo das autoridades de Lordaeron em cada turno.

Com o sucesso de Kel'Thuzad em Lordaeron, o Lich King fez os preparativos finais para seu ataque contra a civilização humana. Colocando as suas energias  em uma série de artefatos portáteis chamados caldeirões de Praga , Ner'zhul ordenou Kel'Thuzad para transportar os caldeirões para Lordaeron onde seriam escondidos dentro de várias aldeias controladas pelo culto. Os caldeirões, protegidos pelas sectários leais, poderia funcionar como geradores  de praga  escoando para fora através das fazendas e cidades do norte de Lordaeron desavisados.

O plano do Lich King funcionou perfeitamente. Muitas das aldeias do norte de Lordaeron foram contaminadas quase que imediatamente. Assim como em Nortúndria, os cidadãos que contraíram a praga morreram e surgiram como escravos voluntários do Lich King. Os sectários sob Kel'Thuzad estavam ansiosos para morrer e ressuscitar no serviço de seu senhor escuro. 

Enquanto viajavam para Alterac, Kel'Thuzad explicou que o fragelo foi apenas o prenúncio da legião ardente, e que ele iria convocar o primeiro dos demônios , o Eredar warlock para o mundo mortal. Kel'Thuzad comungou com o Lorde das Trevas, que lhe disse que ele deveria ir para Dalaran e roubar o Livro de Medivh.



Depois que Arthas liderou o ataque em Dalaran e matou Antonidas , o livro foi recuperado e Kel'Thuzad começou o processo de convocação longo, com  a Arthas defendê-lo dos muitos ataques de Dalaran e do Kirin Tor . Quando tudo estava completo,Eredar atravessou o portal e estava livre para agir de acordo com seus planos. Seu primeiro ato foi o de promover Tichondrius a líder do Fragelo, tornando Arthas e Kel'Thuzad de pouco uso. No entanto, Kel'Thuzad estava confiante no plano grandioso  e desapareceu em meio ao caos da destruição de Dalaran. Ele disse Arthas a parte final do plano do Lich King, em seguida se teletransportou para Kalimdor .


      Kel'Thuzad em todas as fases!!

                    " Percebi tarde demais que não se obtém tal poder...sem um preço".                                                      -  Kel´thuzad 
                                            
                                        

O poder cega as pessoas, infelizmente ás vezes é tarde demais para voltar como era, ou tentar a viver dignamente.


Fontes:http://www.wowwiki.com/Kel'Thuzad
http://wow.gamepedia.com/Kel'Thuzad
http://us.battle.net/wow/pt/game/lore/short-story/damnation/1#readmode
https://www.youtube.com/watch?v=FjD-oB72AWk











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